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quarta-feira, 16 de maio de 2012


Sadaudes!

A dor de amor, chorada por um amigo poeta
O triste desfecho de uma historia escrita para ter um final feliz
Uma lagrima tímida que me foge
Um aperto no peito
Uma  saudade!
Lembranças do meu bem querer
O calor de suas mãos suadas
A voz rouca
A melodia sem palavras
Uma história ainda em branco
Sendo escrita letra a letra
Em brancos lenções
A luz da lua
entre suspiros e ais!

sábado, 31 de março de 2012

Um bom dia!!!


Um bom dia!!!

Passando por esse cantinho literário
deixo uma saudação aos enamorados
enamorados da vida
enamorados da arte
enamorados das letras juntadas!


Vontade de poesia
vontade de encantamento
de espantar-me com o mais corriqueiro
O sol batendo na janela
a Gatinha Mari me arranhado a perna!


Vontade de café forte
pão quente , manteiga derretendo
sorriso de gente amiga
abraços de bem querer
Vontade de Bom dia!
Lúcia Martins Peixoto

sexta-feira, 16 de março de 2012

Gilda Pereira

Gilda poetisa do Portal das laranjeiras!
Linda mulher, Guerreira Maria!
Quem dera Deus tivesse me agraciado com uma fagulha deste talento que de ti emana, intrínseco a tua própria alma!
Eu te exaltaria Gilda, em verso em prosa, bradaria ao mundo, orgulhosa de ti ilustre vizinha!
Gilda poetisa do Portal das laranjeiras!
Colega de trabalho na escola quase escondida no meio do barro e do mato
A Escola Estadual Mario Toledo de Moraes...
Chamada por ti, menina, adolescente peralta, moça formada, mulher por que não dizer Gilda?
Que emoção te ver declamar o amor com o qual lustraste cada sala de aula
Do primeiro poema, criado as presas... assim, numa folhinha qualquer todo improvisado
Escondi a emoção, reprime minha lágrima, Mais não posso calar a admiração
Assim meio sem jeito, meio sem graça te rabisco um poema Gilda, eterna menina sois cheia de graça!
Que talento, que raça, que graça Gilda sua palhaça!
Que cada menino, cada menina que pelo Mario Toledo passe, contigo aprenda... “Sonhar é um direito, realizar o sonho sonhado uma obrigação!”
Não repare Gilda se as palavras estão mal rimadas... aqui vale a intenção, te dizer GILDA um simples, singelo  Obrigada!

Lúcia Martins Peixoto

Olha só a Gilda no Tendal da Lapa


Tendal da Lapa

Em um edifício tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo no bairro da Lapa (SP) localiza-se o Tendal da Lapa um centro cultural que promove música e teatro.
Lena é uma das professoras que ministra aulas de artes e promoveu uma exposição de objetos criados por seus alunos, representado por Gilda Pereira (Agente Cultural do ICAL) artista e poetisa.  Ana Maria Maruggi (Agente de Projetos e Eventos do ICAL) e Ivy Freitas (Fotógrafa ICAL) estiveram prestigiando o evento que contou com a presença do Grupo de choro do Tendal da Lapa.
http://www.ical.org.br/eventos.php?ev=20



GILDA PEREIRA DE SOUZA FOI A PALESTRANTE CONVIDADA
PELA AEL PADRE ANTÔNIO VIEIRA: UMA PESSOA INCRÍVEL QUE SE DESCOBRIU
ESCRITORA DURANTE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS GERAIS EM ESCOLA PÚBLICA.
HOJE É RESPONSÁVEL PELA SALA DE LEITURA DA MESMA ESCOLA. POETISA DE
NOTÁVEL SENSIBILIDADE, LOGO MONOPOLIZOU A ATENÇÃO DE TODOS POR SEU
TALENTO E  INTELIGÊNCIA.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O Navio Negreiro - Caetano Veloso




O Navio Negreiro

Caetano Veloso

O Navio Negreiro
'Stamos em pleno mar
Era um sonho dantesco... o tombadilho,
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras, moças... mas nuas, espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs.
E ri-se a orquestra, irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Se o velho arqueja... se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa dos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece...
Outro, que de martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra
E após, fitando o céu que se desdobra
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais!
Qual num sonho dantesco as sombras voam...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanaz!...
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noite! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!...
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são?... Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa musa,
Musa libérrima, audaz!
São os filhos do deserto
Onde a terra esposa a luz.
Onde voa em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados,
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão...
Homens simples, fortes, bravos...
Hoje míseros escravos
Sem ar, sem luz, sem razão...
São mulheres desgraçadas
Como Agar o foi também,
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos
Filhos e algemas nos braços,
N'alma lágrimas e fel.
Como Agar sofrendo tanto
Que nem o leite do pranto
Têm que dar para Ismael...
Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana
Quando a virgem na cabana
Cisma das noites nos véus...
...Adeus! ó choça do monte!...
...Adeus! palmeiras da fonte!...
...Adeus! amores... adeus!...
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?
Astros! noite! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!...
E existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?!...
Silêncio!... Musa! chora, chora tanto
Que o pavilhão se lave no seu pranto...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança...
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu na vaga,
Como um íris no pélago profundo!...
...Mas é infâmia demais...
Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo...
Andrada! arranca este pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta de teus mares!

14 de Março dia da poesia!




14 de Março dia da poesia!
Que nasce assim...
Meio do nada, num fim de tarde
Depois de muitos rabiscos na madrugada
De cara meio amassada, desabrocha junto com a alvorada!
Quase  sempre tem por tema o amor
Trazendo consigo um misto de dor, alegria, tristeza, contentamento
O amor verdadeiramente amado, compartilhado
Amor desventura, quando  solitário
Ou amor ágape, pura afeição
Amor que ama, sem se importar se é amado
Amor voluntario
Este que me faz brincar com as palavras
Para homenagear o poeta da liberdade
Salve Castro Alves
Mais de três décadas passadas
Veio a abolição, não há mais escravidão
A Igualdade é hoje direito garantido na constituição!
Navios negreiros é pesadelo que não assombra mais
Quem dera meu poeta, ver seu sonho realizado
Findada toda e qualquer opressão
A raça humana vivendo irmanada
Negros, brancos, bardos...
Dançando ciranda, cantando seus versos
Brindando o amor!